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Moliço
O moliço, nome vulgar que abrange, sem distinção de espécies, as algas marinhas constituem a vegetação que cresce submersa nas águas dos sapais.
Moliço - O que é e para que serve?
Conjunto de algas marinhas, mas, do ponto de vista botânico, é formado por algas dos géneros Enteromorpha, Ulva e Ceramium, e algumas plantas aquáticas superiores do grupo das Monocotyledoneas como Zostera marina, Zostera noltii e Potamogeton pectinatus, e as espécies Ruppia cirrhosa e Ruppia maritima.
As zonas cobertas pelo moliço, possuem elevada importância ecológica, por constituírem abrigo para juvenis de espécies piscícolas, serem fonte importante de produção primária e servirem como acumuladores de energia e nutrientes. Além disso a vegetação submersa estabiliza os sedimentos do fundo, retira energia às correntes de maré e diminui a turgidez da água.
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| “XI Simpósio Ibérico sobre a Bacia Hidrográfica do Rio Minho” (Dimítri de Araújo Costa) - ver aqui
No que diz respeito ao seu aproveitamento agrícola, o moliço foi um importante recurso das gentes ribeirinhas, que até ao fim da década de 50 praticavam a sua colheita em quantidades que excediam as 200 mil toneladas por ano (Silva,1985). Nos dias de hoje, a apanha de moliço está próxima da extinção, tendo-se verificado o seu declínio ao longo do século XX.




Porque desapareceu a apanha do Moliço?
Em tempos, era vulgar encontrar-se na Ria de Aveiro barcos moliceiros que navegavam para apanha do moliço. Esta atividade foi progressivamente decaindo, devido fundamentalmente a três factos:
- Alterações sócio-económicas;
- Diminuição da área de distribuição do moliço;
- Aparecimento dos adubos químicos.
Toda esta evolução veio pôr em risco a existência daqueles barcos a que nos havíamos habituado. Além disso, a falta da apanha do moliço começou a transformar-se numa catástrofe ecológica. Muitos canais da ria começaram a asfixiar, verificando-se uma diminuição da velocidade das correntes com a consequente aceleração dos fenómenos de deposição dos aluviões transportados pelas águas, originando o assoreamento da Ria.


Como se apanhava o Moliço?
Os aparelhos para a apanha do moliço




Os aparelhos para a apanha do moliço constam, em primeiro lugar, dos ancinhos de arrasto [1], que se compõem de um cabo, geralmente de "pinho", com o comprimento de 4 a 6 metros, e um pente de "carvalho" com o comprimento de 1,50 m por 0,08 m. de altura ao centro e 0,05 m. nas extremidades, provido de 64 dentes de 0,10 m. a 0,12 m. afastados nas pontas 0,02 m. entre si. Duas alças de ferro, com dentes mais curtos, reforçam-no no seu ponto central. Estes ancinhos são fixados obliquamente em ambos os bordos do barco nas amuras e nas alhetas, em número não inferior a dois nem superior a quatro.
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