História dos Marnotos de Aveiro: Os Guardiões das Salinas

Descubra a história dos marnotos de Aveiro, os trabalhadores tradicionais das salinas que marcaram a identidade da Ria de Aveiro.

PATRIMÓNIO

Beatriz Vasconcelos

2/26/20262 min ler

História dos Marnotos de Aveiro: Os Guardiões das Salinas

Quando falamos da identidade de Aveiro, pensamos nos moliceiros, nos canais e nos ovos moles.

Mas há uma figura essencial que muitas vezes passa despercebida: o marnoto.

Sem ele, a história da cidade teria sido bem diferente.


Quem São os Marnotos?

Os marnotos são os trabalhadores tradicionais das salinas da Ria de Aveiro.

Durante séculos, foram responsáveis pela produção artesanal de sal marinho - uma das principais atividades económicas da região.

O trabalho exigia conhecimento, resistência física e uma ligação profunda à natureza.


Um Trabalho Guiado Pela Água e Pelo Sol

A produção de sal dependia totalmente das marés, do vento e do sol.

Os marnotos controlavam a entrada da água do mar nos viveiros, acompanhavam a evaporação e, no momento certo, recolhiam o sal com ferramentas próprias, como o rodo e a pá de madeira.

Era um processo lento, manual e exigente.

Mas também era preciso saber “ler” a ria - perceber o clima, antecipar mudanças e agir no momento certo.


Vida Dura, Orgulho Forte

Trabalhar nas salinas significava passar horas sob o sol intenso, muitas vezes com os pés na água salgada.

Ainda assim, os marnotos eram (e continuam a ser) símbolo de resiliência e orgulho local.

O sal produzido em Aveiro chegou a ser exportado para vários países europeus, tornando-se um recurso estratégico para a economia portuguesa.


O Sal Como Marca da Cidade

Durante séculos, o sal foi uma das grandes riquezas de Aveiro.

As salinas moldaram a paisagem, a economia e até a cultura da cidade. O branco intenso dos montes de sal tornou-se parte da imagem visual da região.

E os marnotos foram os protagonistas silenciosos dessa história.


Um Legado Que Permanece

Hoje, embora a produção já não tenha a dimensão de outros tempos, ainda existem salinas ativas e marnotos que mantêm viva a tradição.

Conhecer a história dos marnotos é compreender a verdadeira essência de Aveiro - uma cidade moldada pela água, pelo sal e pelo trabalho humano.


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