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Flamingos na Ria: porque aparecem no inverno?
Hoje decidimos responder à grande questão. Preparado para uma viagem? Então embarque connosco — sem precisar levantar voo.
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12/4/20254 min ler


Se há coisa que deixa qualquer passeio pela Ria de Aveiro ainda mais mágico é avistar um grupo de flamingos pousado com aquele ar de quem veio passar férias — mesmo quando estamos em pleno inverno e a cidade anda embrulhada em cachecóis. A verdade é que estes visitantes cor-de-rosa são cada vez mais frequentes por aqui, e muitos dos nossos passageiros perguntam: “Mas afinal… porque é que eles aparecem no inverno?”
Hoje decidimos responder à grande questão. Preparado para uma viagem? Então embarque connosco — sem precisar levantar voo.
Os flamingos e a arte de escolher onde passar o inverno
Enquanto nós andamos a olhar para a meteorologia e a decidir se vale a pena levar guarda-chuva, os flamingos funcionam com outra lógica. Estes simpáticos pernalta são aves migratórias e escolhem sempre locais onde há comida, tranquilidade e boas condições para descansar. A boa notícia é que a Ria de Aveiro marca pontos em todas as categorias.
Ao longo dos anos, a ria tem oferecido aos flamingos aquilo que mais apreciam: águas calmas, pouca perturbação e zonas rasas onde podem delicadamente vasculhar o fundo com aquele bico elegante e curvado. E como são aves muito práticas, pensam: “Se temos tudo o que precisamos aqui, por que haveríamos de ir mais longe?” — e instalam-se.
Mas porquê no inverno?
A pergunta tem toda a lógica. Afinal, não seria mais romântico visitarem Aveiro no verão, quando a cidade está cheia de gelados, chapéus de sol e calor? O problema é que os flamingos não são lá muito fãs de multidões (ao contrário de nós nos meses de agosto). Eles preferem a estação fria porque:
1. A comida abunda
Durante o inverno, algumas zonas da ria têm uma maior disponibilidade de algas, pequenos crustáceos e invertebrados — um verdadeiro banquete. E como todos sabemos, flamingo que é flamingo alimenta-se de pequenos organismos ricos em pigmentos carotenoides. É daí que vem o famoso rosa! Portanto, quanto mais comida de qualidade, mais glamorosa fica a ave.
2. A ria fica mais tranquila
Com menos embarcações de recreio e menos movimento geral, a ria transforma-se num verdadeiro spa natural. Para aves que fazem viagens longas, descanso é coisa séria. No inverno, a Ria de Aveiro oferece a paz que eles procuram.
3. A temperatura é “q.b.”
Os flamingos não são fãs de frio extremo, mas também não gostam de calor exagerado. E Aveiro, com o seu clima moderado (e a sua famosa brisa fresquinha), acaba por ser um ponto de equilíbrio ótimo. Está friozinho? Está. Mas nada que incomode quem já vem equipado com pernas longas e coragem para migrar centenas de quilómetros.
Flamingos: os turistas que voltam sempre
Outro detalhe curioso é que muitos flamingos que aparecem na Ria de Aveiro são visitantes habituais. Estudos de anilhagem mostram que várias aves regressam ano após ano aos mesmos locais — como quem tem aquele restaurante favorito onde volta sempre.
Assim, a Ria não é apenas uma escala casual. Para alguns grupos, tornou-se um destino de inverno de eleição. E quem os pode culpar? Com pores-do-sol dourados, águas calmas e paisagens únicas, até nós ficamos apaixonados pela ria nesta época.
E dá para vê-los nos passeios de moliceiro?
Oh, sim! É possível — e, acredite, é sempre um momento “uau” para qualquer passageiro. Os flamingos normalmente mantêm alguma distância (não gostam muito de selfies), mas podem ser observados em grupos maiores ou menores, pousados nas zonas mais calmas ou caminhando lentamente pela água, como modelos numa passerelle cor-de-rosa.
Claro que não podemos garantir que eles apareçam todos os dias — afinal, flamingos também têm vida própria e gostos pessoais. Mas o inverno e o início da primavera são as épocas em que mais se deixam ver.
Sabia que…? Pequenas curiosidades para impressionar os amigos
Os flamingos não nascem rosa! Os juvenis são acinzentados, e só ao longo dos anos adquirem a cor característica através da alimentação.
Eles dormem em pé… e às vezes até com uma perna só! Não tente imitar: não resulta tão bem nos humanos.
São aves sociais ao extremo. A ponto de, em alguns locais do mundo, viverem em colónias com dezenas de milhares de indivíduos. Aqui na Ria nunca chegam a esses números (seria caótico!), mas podem formar grupos bonitos de observar.
São exímios voadores, apesar da pose elegante e aparentemente frágil. Conseguem voar longas distâncias — o suficiente para nos visitar todos os anos sem sequer precisar de GPS.
A Ria de Aveiro vista por eles (se pudéssemos perguntar!)
Se um flamingo falasse, talvez dissesse algo assim:
“Venho à Ria porque é calma, bonita e tem boas condições para me alimentar. E, sinceramente, aprecio o vosso pôr-do-sol. Só uma dica: continuem assim tranquilos e deixem-me pescar em paz, combinado?”
Nós concordamos com o flamingo imaginário: preservar a ria é essencial.
Um convite para o próximo inverno (ou para este!)
Se quiser tentar avistar estes ilustres visitantes, o inverno é mesmo a melhor época. E não há forma mais agradável de o fazer do que a bordo de um moliceiro, deslizando suavemente pela água enquanto aprende mais sobre a fauna, a história e as tradições locais.
Quando vier, traga curiosidade, um casaco quentinho e… quem sabe, a sorte de cruzar o olhar com um flamingo elegante e rosa como o próprio pôr-do-sol da ria.
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